quinta-feira, 19 de abril de 2012

Principais complicações

Uma das características dos bebés prematuros é a incapacidade de regular a sua temperatura corporal, daí a necessidade das incubadores, que permitiram reproduzir as condições de temperatura e humidade oferecidas pelo útero materno.
Um prematuro pode enfrentar diversas complicações como:
  • Dificuldades respiratórias - os bebés prematuros necessitam de uma proteína denominada surfactante, que se produz nos pulmões, permitindo os alvéolos de se encherem de ar. Esta necessidade dificulta a respiração, sendo necessário a administração de oxigénio adicional, com o objectivo de manter dilatados os pulmões. É feita através de pequenos tubos que se colocam no nariz. Ajuda o bebé a respirar, mas não respira por ele. No caso, em que os bebés não conseguem respirar sozinho, poderá haver necessidade da ajuda de um ventilador, o qual respirará por eles, até que os pulmões amadureçam.Os bebés estão sempre monitorizados sendo facilmente descoberta qualquer dificuldade.
  • Problemas cardiacos -É a persistência do canal arterial, um vaso que faz com que o sangue não passe pelos pulmões, uma vez que o feto recebe o oxigénio através da placenta. Normalmente, este vaso fecha pouco depois do nascimento, permitindo aí que o sangue vá aos pulmões para se oxigenar. Nos prematuros, o canal arterial, por vezes, não fecha de forma adequada, provocando uma insuficiência cardíaca. Pode ser diagnosticada pelo aparecimento de um sopro, confirmando-se numa ecografia cardíaca. Geralmente, a administração de fármacos próprios é suficiente para a resolução do problema, podendo,em alguns casos, ser necessária uma intervenção cirúrgica.
  • Inflamações intestinais - Potencialmente graves, ao que se associa uma baixa tolerância à alimentação, distensão abdominal e uma deterioração clínica geral. A radiografia abdominal, assim como, as análises clínicas são instrumentosimportantes na sua deteção. O seu tratamento consiste em submeter o bebé a uma dieta, com alimentação intravenosa e na administração de antibióticos. Por vezes é necessário a realização de uma cirurgia.
  • Hemorragia cerebral - São diagnosticados nos primeiros dias de vida do bebé, pela realização de uma ecografia cerebral. Na maioria dos casos são hemorragias pequenas que são absorvidas pelo organismo espontanêamente , sem consequências graves. As mais graves podem danificar o tecido cerebral. Quando ha dilatação pode ser necessária a colocação de uma válvula para drenar os ventriculos cerebrais.
  • Retinopatia -  O bebé prematuro nasce com os vasos da retina ainda imaturos. Diferentes agentes externos, principalmente as variações de oxigenação, podem originar deficiências nestes mesmos vasos. Esta complicação é diagnosticada por um oftalmologista, observando-se uma maior incidência nos bebés nascidos com menos de 32 semanas.

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