sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ser criança

"Ser criança é acreditar que tudo é possivel.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco
É tornar se gigante diante de gigantescos pequeno obstáculos
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles
É conseguir perdoar muito mais fácil do que discutir
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias
Ser criança é o que nós nunca deveriamos deixar de ser."

                 Gilberto dos Reis

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mais forte...

"Acredito que a imaginação é mais forte do que o conhecimento - mito é mais potente do que a história - os sonhos são mais poderosos que os fatos - espero que sempre triunfa sobre a experiência - o riso é a cura para a dor -. Amor é mais forte que a morte "
 

Robert Fulghum

Tudo o que preciso saber aprendi no jardim de infância


Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. Estas são as coisas que aprendi lá:

1. Partilhar tudo.
2. Aprendi que havia regras.
3. Não bater nos outros.
4. Guardar os brinquedos onde os encontrava.
5. Arrumar o que estava desarrumado.
6. Não tocar no que não era meu.
7. Pedir desculpa quando magoava alguém.
8. Lavar as mãos antes de comer.
9. Mentir é feio.
10. Aprendi a gostar.
11. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem.
12. Respeitar o outro.
13. Fazer de tudo um pouco: aprender, pensar, desenhar, pintar, cantar, dançar, brincar e trabalhar um pouco todos os dias.
14. Tirar uma soneca à tarde.
15. Quando sair, ter cuidado com os carros.
16. Dar a mão e ficar junto.
17. Reparar nas maravilhas da vida.
18. O peixinho dourado, o hamster, o cão e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

Estas são as verdades, não importa a idade.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Anne Geddes

Anne Geddes cria imagens que são icónicas, premiado, internacionalmente aclamado e amado. Como nenhum fotógrafo antes, o seu imaginário único capta a beleza, a pureza, vulnerabilidade e preciosidade das crianças, incorporando a sua crença de que cada criança deve ser protegida, nutrida e amada.






Idade real de um prematuro

Um bebé prematuro é diferente de um bebé nascido a termo, e por isso mesmo não podemos exigir que acue como se fosse.

A idade corrigida traduz o ajuste estabelecido face à idade cronológica, em função do grau de prematuridade. Considerando que o ideal seria nascer com 40 semanas de idade gestacional, deve-se descontar, da idade cronológica do prematuro, as semanas que faltaram para sua idade gestacional atingir 40 semanas, ou seja, idade corrigida = idade cronológica (40 semanas - idade gestacional em semanas).

Embora não esteja totalmente esclarecido até quando se deve corrigir a idade do prematuro, é recomendado utilizar a idade corrigida até os 2 anos de idade, a fim de obter a expetativa real para cada criança.

A correcção da idade cronológica em função da prematuridade é fundamental para o correto diagnóstico do desenvolvimento nos primeiros anos de vida, por exemplo para um prematuro de 28 semanas, não utilizar a idade corrigida aos 24 meses (ou seja 24 meses - 3 meses = 21 meses de idade corrigida), implica exigir a um bebé de 21 meses que se comporte de igual forma que um de 24 meses.

Principais complicações

Uma das características dos bebés prematuros é a incapacidade de regular a sua temperatura corporal, daí a necessidade das incubadores, que permitiram reproduzir as condições de temperatura e humidade oferecidas pelo útero materno.
Um prematuro pode enfrentar diversas complicações como:
  • Dificuldades respiratórias - os bebés prematuros necessitam de uma proteína denominada surfactante, que se produz nos pulmões, permitindo os alvéolos de se encherem de ar. Esta necessidade dificulta a respiração, sendo necessário a administração de oxigénio adicional, com o objectivo de manter dilatados os pulmões. É feita através de pequenos tubos que se colocam no nariz. Ajuda o bebé a respirar, mas não respira por ele. No caso, em que os bebés não conseguem respirar sozinho, poderá haver necessidade da ajuda de um ventilador, o qual respirará por eles, até que os pulmões amadureçam.Os bebés estão sempre monitorizados sendo facilmente descoberta qualquer dificuldade.
  • Problemas cardiacos -É a persistência do canal arterial, um vaso que faz com que o sangue não passe pelos pulmões, uma vez que o feto recebe o oxigénio através da placenta. Normalmente, este vaso fecha pouco depois do nascimento, permitindo aí que o sangue vá aos pulmões para se oxigenar. Nos prematuros, o canal arterial, por vezes, não fecha de forma adequada, provocando uma insuficiência cardíaca. Pode ser diagnosticada pelo aparecimento de um sopro, confirmando-se numa ecografia cardíaca. Geralmente, a administração de fármacos próprios é suficiente para a resolução do problema, podendo,em alguns casos, ser necessária uma intervenção cirúrgica.
  • Inflamações intestinais - Potencialmente graves, ao que se associa uma baixa tolerância à alimentação, distensão abdominal e uma deterioração clínica geral. A radiografia abdominal, assim como, as análises clínicas são instrumentosimportantes na sua deteção. O seu tratamento consiste em submeter o bebé a uma dieta, com alimentação intravenosa e na administração de antibióticos. Por vezes é necessário a realização de uma cirurgia.
  • Hemorragia cerebral - São diagnosticados nos primeiros dias de vida do bebé, pela realização de uma ecografia cerebral. Na maioria dos casos são hemorragias pequenas que são absorvidas pelo organismo espontanêamente , sem consequências graves. As mais graves podem danificar o tecido cerebral. Quando ha dilatação pode ser necessária a colocação de uma válvula para drenar os ventriculos cerebrais.
  • Retinopatia -  O bebé prematuro nasce com os vasos da retina ainda imaturos. Diferentes agentes externos, principalmente as variações de oxigenação, podem originar deficiências nestes mesmos vasos. Esta complicação é diagnosticada por um oftalmologista, observando-se uma maior incidência nos bebés nascidos com menos de 32 semanas.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Unidades de cuidados intensivos

Os bebés prematuros precisam de se adaptar antecipadamente á vida fora da barriga da mama, por isso tem de ter muitos cuidados para que consigam superar adversidades devido a sua prematuridade.
As primeiras visitas à Unidade são stressantes, assustadoras e, algumas vezes frustrantes.
Vai encontrar o bebé numa incubadora totalmente monitorizado.
Sendo uma unidade de cuidados intensivos, é facilmente compreendido, todo o equipamente que está ligado ao bebé.


 Existem muitos monitores que transmitem informação, que é inalcansavel para a nossa compreensão, mas que não será indiferente os apitos, que na maioria dos casos não indicam qualquer complicação da situação. Pode se encontrar alguns bebés ventilados.
O seu bebé estará a ser monitorizado, no que se refere à percentagem de oxigénio no sangue, os seus ciclos respiratórios, os batimentos cardíacos e a sua tensão arterial.
A estes monitores estão associados sinais sonoros,que com o decorrer do tempo serão menos agressivos, dado que muitas vezes disparam, devido a um mau contato a um movimento mais brusco do bebé.



Numa fase inicial o seu bebe será alimentado a soro, mediante a utilização de uma bomba infusora, a qual permitirá dosear a quantidade do mesmo. Este será mais um fio a que o bebé estará ligado.
Quando o seu bebé já puder iniciar a ingestão de leite (materno, ou não) será utilizada uma sonda nasogástrica, isto porque os prematuros, cansam-se com muito facilidade, não conseguindo mamar (só por volta das 34 semanas é que o reflexo de mamar surge).
Assim mais facilmente aumentará de peso.Todos estes equipamentos, assim como os procedimentos, poderão ser assustadores, mas pense que são preciosos auxílios para que tudo corra bem com o bebé.







domingo, 15 de abril de 2012

Parto prematuro?

O parto prematuro é um conjunto de sintomas complexos em que são conhecidos múltiplos fatores de risco, de que estão implicados fatores bioquímicos, imunológicos e anatómicos.

O início do parto prematuro é:
• Espontâneo em 20 a 30 % dos casos
• Ocorre após rutura da bolsa de águas em 30 a 40% dos casos
• Medicamente indicado em dos casos por razões que envolvem riscos para a mãe e para o bebé.

A prematuridade induzida é consequência de um contexto de hipertensão arterial sério, de um atraso de crescimento grave ou de hemorragias da mãe.

Fatores de risco
1) Antecedentes maternos
• Problemas ginecológicos, tais como malformações uterinas, fibromiomas ou fraqueza do colo do útero
• Antecedentes de partos prematuros anteriores ou abortos de repetição
• Idade da mãe (menor de 18 anos e maior de 35 anos)

2) Causas relacionadas com a gravidez
• Hipertensão arterial e suas complicações
• Hemorragias vaginais
• Rutura prematura da bolsa de águas
• Trabalho prematuro espontâneo
• Atraso de crescimento intra-uterino
• Infeções
• Diabetes
• Malformações do feto
• Técnicas de fertilização que resultam em gravidez múltipla
• Acompanhamento pré-natal inexistente ou tardio

3) Outros fatores
• Stress materno crónico
• Má nutrição por parte da mãe
• Hábitos pouco saudáveis e consumo de tabaco, álcool e drogas
• Violência doméstica e acidente por impacto
• Carências sociais e económicas

Existem 5 grandes situações clínicas que dão origem a um parto prematuro antes das 33 semanas de gestação:
• Hipertensão arterial e suas complicações, em 20% dos casos.
• Hemorragias, em 20% dos casos.
• Rutura prematura da bolsa de águas, em 25 a 35% dos casos.
• Trabalho de parto espontâneo, em 25 a 30% dos casos.
• Atraso de crescimento intra-uterino.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O bebé prematuro


A pensar na minha prima, que nasceu prematura, e nos pais que não sabem como é a prematuridade, resolvi fazer esta pequena abordagem.

Quando os bebés nascem antes das 38 semanas, então estamos perante um bebé prematuro
O bebé prematuro caracteriza-se pela imaturidade do seu organismo, tornando-o mais vulnerável a determinadas doenças e, também, mais sensível a determinados fatores externos (como sejam a luz e o ruído).

A prematuridade pode classificar-se, segundo a idade gestacional, da seguinte forma:
Prematuridade Limite: compreende o grupo de bebés nascidos entre a 37ª e a 38ª semana de gestação;
Prematuridade Moderada: pode ser definida quando o bebé nasce entre 31ª e 36ª semana;
Prematuridade Extrema: cuja idade gestacional é menor ou igual a 30 semanas, apresentam, como consequência desta maior imaturidade, problemas mais frequentes e mais graves.

Pode acontecer que o bebe nasça ás 40 semanas com o peso igual ao do bebe prematuro de 32 semanas, mas nestes casos trata se de um bebe pequeno para a sua idade gestacional.
Um bebé prematuro merece cuidados redobrados, pois não teve a oportunidade de completar todo o processo de maturação biológico, dentro do útero da mãe.

 O bebé poderá ter que ficar na enfermaria da maternidade, na unidade de cuidados intermédios ou na unidade de cuidados intensivos neonatais. 
Nestas unidades a tecnologia permite dar assistência e possibilitar a sobrevivência do bebe prematuro.

Os cuidados proporcionados por estas unidades neonatais são estruturados para ajudar os bebés a levarem a cabo 3 funções essenciais que estes bebés têm dificuldade em controlar: a temperatura corporal, a respiração e a alimentação. A colocação dos bebés numa incubadora, ajudará a manter a sua temperatura corporal, um ventilador ou um respirador ajudá-los-á a respirar e receberão a alimentação necessária através de um tubo que é colocado no narizinho, no estômago ou numa veia.

No que se refere ao seu aspeto físico, destacam-se como principais características as seguintes:
• Tamanho pequeno
• Baixo peso ao nascer
• Pele fina, brilhante e rosada, por vezes coberta por uma penugem fina
•Veias visíveis sob a pele
• Pouca gordura sob a pele
• Cabelo escasso
• Orelhas finas e moles
• Cabeça grande e desproporcional em relação ao resto do corpo
• Músculos fracos e atividade física reduzida
• Reflexos de sucção e de deglutição fracos ou inexistentes
• Respiração irregular

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O soluço

O barulho do soluço deixa qualquer mãe e pai assustados, ansiosos pelo aparente incomodo que possa causar ao bebé.

Ao contrário do que imaginamos, o bebé não sente incómodo nem dor. O soluço normalmente aparece pela imaturidade do sistema nervoso que não controla adequadamente o músculo diafragma (músculo envolvido na respiração, que separa o tórax do abdome).

Os soluços são tão comuns como inofensivos e desaparecem tão repentinamente conforme chegam. Os mesmos tendem a melhoram até aos 6 meses de idade
Ocorre quando o bebé chora muito, chucha o dia todo, ingere muito rápido o leite e a posição da mamada.

Ao dar o leite ao seu bebé verifique se escuta um ruído quando a sucção iniciar, pode ser que o bebe esteja a engolir ar.
Fazer mais pausas quando dá o leite ao bebé de modo a que a ingestão de leite não seja tão rápida.

Dica:
Se os soluços persistirem por muito tempo e o bebé começar a ficar muito agitado pode se optar por dar um pouco de leite, vai acalmá-lo e fazer passar os soluços. É nos adultos, bebe-se um copo de água de seguida para controlar.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A criança tem cem linguagens

Cem mãos cem pensamentos
Cem maneiras de pensar
De brincar e de falar
Cem sempre cem
Maneiras de ouvir
De surpreender de amar
Cem alegrias para cantar e perceber
Cem mundos para descobrir
Cem mundos para inventar
Cem mundos para sonhar.
A criança tem
Cem linguagens
(e mais cem, cem, cem)
Mas roubam-lhe noventa e nove
Separam-lhe a cabeça do corpo
Dizem-lhe:
Para pensar sem mãos, para ouvir sem falar
Para compreender sem alegria
Para amar e para se admirar só no Natal e na Páscoa.
Dizem-lhe:
Para descobrir o mundo que já existe.
E de cem roubam-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
Que o jogo e o trabalho, a realidade e a fantasia
A ciência e a imaginação
O céu e a terra, a razão e o sonho
São coisas que não estão bem juntas
Ou seja, dizem-lhe que os cem não existem.
E a criança por sua vez repete: os cem existem!

Loris Malaguzzi (1996)